ARTIGOS

ENTREVISTA

ENTREVISTA COM A ESCRITORA INAH LINS, FILHA É FILHA DO EX-GOVERNADOR ETELVINO LINS E NETA DO POETA ULISSES LINS

Inah Lins

"Tudo o que escrevemos está guardado no subsolo do inconsciente"

por Izabela Domingues

IZABELA DOMINGUES: Como você definiria seu livro de estréia, que vem ganhando repercussão nacional?

INAH LINS: A obra não é totalmente do autor, mas também do leitor, quantas vezes este enxerga coisas que o autor não pensou dizer, e nisso está a grande façanha da obra de arte: as diversas leituras. Posso dizer o que pretendi ao escrevê-lo: reunir, sem maiores pretensões, através de um tom coloquial, sem palavras rebuscadas, histórias do passado, e até mesmo do que haveria de vir, saudades do futuro? Talvez.

Qual o valor da memória na sua escrita?

Fundamental. A memória é o elemento essencial ao escritor. O que seria do ser humano sem as lembranças? Memórias da infância, da adolescência, de ontem, e quem sabe, até do futuro, a saudade do tempo passado, que não é passado, é o do por vir. Tudo o que escrevemos está guardado no subsolo do inconsciente, como bem diz Dostoievsky, complementado por idéias de outros grandes autores, por exemplo, Baudelaire, que analisa a infância como a fonte mais significativa e presente nas obras literárias dos grandes escritores.

Seus contos têm personagens muito curiosos. Como você os constrói?

Eles surgem no momento do olhar diante da folha em branco, no momento da solidão essencial e tormentosa do autor. Nesse sentido, ela é espaçosa, diante do que virá, do que haverá de vir. Quando não tenho noção do desenrolar da história, surge o título, uma palavra inusitada arrancada da memória salta e a folha em branco é titulada. Às vezes escrevo na terceira e/ou na falsa terceira pessoa. Parece muitas vezes ser a voz do autor, quando na verdade é a do narrador onisciente. A memória baixa o personagem, nominado ou não. Acomodo-o junto a mim, um desconhecido que já se encontrava cravado na mente sem que eu mesma o conhecesse, eis que ele aparece tal fantasma vindo do meu outro eu.

O humor refinado e a ironia estão presentes em muitas das suas histórias. Você se considera uma pessoa bem humorada?

Depende. A alegria pode me trazer humor, ironia e até mesmo tragédia, assim como a tragédia às vezes nos traz o humor e daí podem nascer as melhores histórias. Escrevemos para nos salvar e é nos momentos de análises mais profundas à procura do eu de dentro, do medo, dos traumas vivenciais quando as idéias chegam do eu desconhecido, vindas do nosso inconsciente, sem ao menos termos a menor noção.

O que a solidão, que titula de forma tão instigante o seu livro, representa para você?

Há muito, escrevia sobre janelas, olhares de ângulos da vida, cada janela, um departamento de histórias vividas, ouvidas, vistas através do olhar do personagem, uma janela iluminada, outra fantasmagórica, e daí pensar em janelas da solidão. Relendo Maurice Blanchot e a sua visão da solidão humana, aquela essencial, firmei que a reunião de contos deveria assim ser batizada.

Fale um pouco sobre o seu processo criativo. Tem alguma mania ou curiosidade?

Mania e curiosidade são marcantes no meu processo criativo. Sempre observei com muita atenção as pessoas e, de vez em quando, encontro uma que merece ser personagem. A curiosidade chega a um ponto que posso até parecer maluca, quando, por descuido, sou flagrada perscrutando a figura encontrada. Exemplos disso aparecem, com freqüência, em muitos contos quando observo, atentamente, aquele que julgo ser personagem, seja numa padaria, como no conto Indefinição, seja no Milagre na Fila do Banco, Persona e tantos outros. Posso dizer que me considero uma voyeur no mundo criativo. Procuro em vários lugares, pessoas, janelas, bares, amigos, aqueles merecedores de uma história. Às vezes penso estar à procura de mim mesma, da outra metade, do outro eu.

Você está preparando algum outro livro? Sobre o que se trata?

Não estou escrevendo nada depois da publicação do livro. A sensação de vazio, de tristeza, me tomou de assalto e a explicação que encontro, no momento, é a de não ter seguido o conselho de Flaubert: o de que, após a publicação de um livro, o autor não deve jamais o reler. Tipo uma depressão pós parto, sei lá, acredito que faça parte do processo criativo. No momento, penso retomar uma novela já iniciada há mais de um ano. O título ainda está indefinido. Começo a desenhar a figura do personagem à procura do seu eu de dentro, quem sabe, o batizarei de -Outro?

Que livros e autores você recomendaria para melhor entendimento da solidão espaçosa?

Inicialmente Maurice Blanchot, Lúcia Castello Branco, Gabriela Llansol, Gaston Bachelard, Lacan e Foucault e Nietzsche. Desde cedo li: Shakespeare, Dostoievsky, Tolstoi. Thecov, Gogol, Huxley, Faulkner, Unamuno e o grupo de Hemingway: Fitzgerald, O´Neil, Stein e seu salão freqüentado por grandes escritores. Mansfield, Duras, Joyce e Virginia Woolf, esta sempre releio, Zygmunt Bauman., Manoel de Barros, não esquecendo os hispano americanos: Ernesto Sábato, Vargas Llosa, José Maria Arguedas, Garcia Marques, Alejo Carpentier, Juan Rulfo, Onetti e outros. E os nossos Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, João Cabral, Clarice Lispector e Machado de Assis, que sempre releio com admiração, sobretudo os contos. Atualmente, a literatura está muito rica, sobretudo os nossos pernambucanos, sem bairrismos, que em nada ficam a dever aos nomes do Sudeste. Quantos valores expressivos apenas estão surgindo graças à Internet, através de blogs e outras oportunidades virtuais. Ler é o mais importante para se começar a escrever.

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POLÊMICA E ÚNICA
COLUNA GATO POR LEBRE

Caros leitores, na tentativa de expressar o sentimento de alguns oposicionistas mais uma vez derrotados em Sertânia, me senti na obrigação de recorrer ao poeta, cantor e compositor CAETANO VELOSO, que sintetiza muito bem o que se passa num coração amarelado de tanto sofrer.

DOR DE COTOVELO

O ciúme dói nos cotovelos,
na raiz dos cabelos,
gela a sola dos pés.
Faz os músculos ficarem moles,
e o estômago vão e sem fome.
Dói da flor da pele ao pó do osso.
Rói do cóccix até o pescoço
Acende uma luz branca em seu umbigo,
Você ama o inimigo e se torna inimigo do amor.
O ciúme dói do leito à margem,
dói pra fora na paisagem,
arde ao sol do fim do dia.
Corre pelas veias na ramagem,
atravessa a voz e a melodia.

(Caetano Veloso)

Por Allana Salazar de Oliveira

SENADO 2010 - JOÃO PAULO X HUMBERTO COSTA
Reação dos Prefeitos aliados.

A reação dos prefeitos, pra mim, não é nenhuma novidade. João Paulo, apesar da densidade eleitoral na RMR, aonde ele chega a ser quase imbatível, não consegue se articular pra essa disputa na chapa governista. Apesar do carisma, da ótima administração feita em Recife nos oito anos de seu governo, no fato de conseguir eleger um sucessor inexpressivo ainda no 1º turno, JP não inspira confiança em líderes partidários, prefeitos e demais forças, sobretudo no interior. Extremamente narcisista, ambicioso e apressado, ele tenta passar por cima de tudo e de todos, esquecendo que numa eleição a nível estadual, as articulações falam muito mais alto do que o próprio carisma e força individual.


Em Sertânia, por exemplo, ele se contrapõe ao próprio Palácio quando dá um depoimento em favor de Sinval e Orestes, sem perceber que as forças que dariam sustentação ao seu projeto majoritário era exatamente as de Ângelo Ferreira, homem do Palácio, da confiança e amizade do Governador.


Em Surubim, para não ficar apenas em Sertânia, JP, em “colôio” com o prefeito de lá, também do PT, espalha na cidade uma notícia no mínimo terrorista: espalha um boato "oficial" supondo que a ordem pra impedir a entrada das RURAIS (como se fossem nossas veraneios e bestas que deságuam em Arcoverde) na Cidade do Recife foi dada pelo Governador Eduardo Campos, quando a oposição de lá é composta por ARRAESISTAS históricos. Ora, se o trânsito da cidade é regulamentado pela prefeitura, como é que o Governador pode impedir ou liberar qualquer coisa?


Ainda tem as questões nacionais. Ainda lembro em 2002, que o então prefeito JP, na qualidade de liderança do PT em PE, fez uma verdadeira festa para SUPLICY quando este disputava as prévias da candidatura do PT ao Planalto com Lula. Já em 2005, JP ficou contra Berzoini, candidato de LULA à presidência do PT. Hoje, João é ligado à tendência de Tarso Genro, da qual o Lula não faz parte.


Voltemos às questões de PE. João Paulo é considerado dentro do partido como a figura mais ambiciosa que o PT poderia ter criado. Vive de olho no Governo do Estado. E se eu com a visão limitada que tenho enxergo isso, imagine o Gov. Eduardo... Dudu não é homem de criar cobra que sonha em voar, gente. Enfim, JP está ficando cada vez mais só. E tudo por culpa dele mesmo, que se enforca com a própria corda.


Já Humberto, além do conhecimento que tem no interior do estado, tem livre trânsito tanto no Palácio quanto no Planalto. É tido como sério, honesto, leal.  Embora não tenha o carisma do envolvente João Paulo, tem ao seu favor a experiência de três eleições majoritárias no lombo (uma para senador e duas para governador). Foi ministro de Lula, é importante secretário de Eduardo e goza de ótima relação com os prefeitos do interior, graças a programas realizados pela Secretaria das Cidades. Sem falar que nunca meteu a colher em prato alheio, se recusando a entrar em campanhas políticas onde havia forças palacianas, como foi o caso de Sertânia em 2008.


Para finalizar, na eleição vindoura, as articulações, como já falei, serão muito mais necessárias que o carisma, sem falar que Eduardo vai levar os candidatos ao Senado na "cacunda". Como fez Jarbas Vasconcelos em 2002, quando elegeu Marco Maciel e Sérgio Guerra.

COMENTÁRIOS

Sobre senadores

Ótima materia sobre os senadores, muito coerente e esta de parabens a colunista e o site \"tribuna do moxotó\" que traz para os leitores assuntos realmente relevantes e oportunos! concordo c a colocaçao de q joao paulo n seria melhor candidato p o momento opis humberto tem mais respaldo e conhecimento, principalmente no interior sem tirar seus mérititos a nivel estadual e nacional. joao paulo é um bom politico mas n é a melhor opçao. espero q a parceria do site c a colunista continue e traga novas materias interessantes p nos leitores!

daniel: danielbrasouza@hotmail.com

A POLÍTICA DE SERTÂNIA
PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Arlindo Ferreira: "Homem de Fé. Utilizava o senso democrático quando nem se ouvia falar em Democracia"

Tenho lido e observado o comportamento da política de Sertânia desde o início da República, quando os LINS, após o fim do comando absoluto do Coronel Manoel Inácio, lideraram a cena política e social sertaniense até meados do século XX, para depois começar a dividir o poder com os LAFAYETTES, criando, desta forma, um verdadeiro pastoril municipal até o ano de 1959, quando o empresário Epaminondas Morais, líder industrial nascido em Rio Branco (Arcoverde), sempre bem assessorado pelo seu sobrinho Arlindo Ferreira, uma espécie de CONSIGLIERE à sertaneja, acaba com o domínio de grupos políticos oligárquicos que há muito se revezavam no poder. 
 
A Era Epaminondas Morais/Arlindo Ferreira merece bastante reflexão, pois a interferência política e social feita por esses "baraúnas" reflete até hoje em nossa cidade. Naquela época, como é sabido, os termos esquerda e direita ainda não eram coisas bem esclarecidas ou definidas tanto para a população quanto para a classe política, sobretudo em cidades pequenas do interior. Entretanto, a esquerda, ou mesmo a direita, já estavam impregnadas nos grupos políticos de cada cidade ou região. O modo de pensar, os costumes, as relações, o próprio comportamento... Essas características valem muito mais do que a própria literatura dita de esquerda ou de direita. Pensando assim, e compreendendo o fator do tradicionalismo familiar no Sertão, não obstante o elevado nível educacional daquelas famílias poderosas, elas se tornam naturalmente as forças de DIREITA em Sertânia, mesmo numa época em que somente a extinta ARENA comandava soberana, fazendo com que os grupos dominantes ou ascendentes, de esquerda ou de direita, tivessem filiação àquele partido.
 
O Esquerdismo e o Socialismo são posicionamentos que transcendem a Literatura. Estão mais ligados ao comportamento, como já falei, do que a própria filiação partidária. E esse é o mote do texto que vos escrevo.

Epaminondas Morais e Arlindo Ferreira, apesar de terem pertencido a um partido que dava sustentação ao Regime Militar, estes não compactuavam e nem concordavam com o Regime de Opressão. Sabe-se que Epaminondas Morais, apesar de sua condição de industrial empreendedor, comerciante de visão e homem de liderança incontestável, era dado a hábitos simples, uma boa conversa com amigos, tratava todos de igual pra igual... Características inerentes a figuras de esquerda, figuras do povo.
 
Já Arlindo Ferreira, esse merece aplausos por "anos sem fim, amém". Professor, Contador, ajudou a criar a primeira Escola Técnica de Sertânia. Prefeito por dois mandatos, totalizando 11 anos do mesmo, tornando-se, assim, o prefeito que passou mais tempo no comando da administração municipal. Vereador, Secretário Municipal, pai de família exemplar, Homem de Fé. Utilizava o senso democrático quando nem se ouvia falar em Democracia. Paciência inesgotável, bom ouvinte, orador ímpar, maior liderança popular da história de Sertânia. Este homem, o qual ainda pude ter a honra de conhecer em vida, foi o maior exemplo de que  os termos ESQUERDA, SOCIALISMO e, sobretudo HUMANISMO, ultrapassam as barreiras da própria ideologia fundamentada em livros e manifestos.
 
A caminhada destas figuram foi pautada exatamente no modo de se relacionar e se comportar. Estas foram as principais características que os tornaram em lideranças ditas de esquerda, mesmo que hoje em dia alguns partidos embasados em manifestos e doutrinas venham reinvindicar tal "título". As atitudes os diferenciaram das oligarquias dominantes que existiam em Sertânia naquela época. O povo, sabido que só a gôta, passou a enxergar isso como uma fonte de esperança, pois já não suportavam o revezamento dos Lins, Lafayettes e grupos orbitantes dessas famílias. Enquanto "Paminondas e Lindô" eram homens simples, populares e desprendidos, as tradicionais castas sertanienses continuavam com os hábitos de quem nasce em berço de ouro.
 
Entretanto, caros leitores, após 51 anos daquela eleição de 59, quando Epaminondas se elege prefeito e põe fim ao pastoril, as coisas começam a mudar radicalmente. A diferença no modo de comportamento e relações que existia antes entre as Famílias Tradicionais e Epaminondas e Arlindo Ferreira começa a entrar em rota de colisão. Os que hoje estão no comando da Prefeitura, incluindo parentes próximos à prefeita, começam a desenvolver hábitos bem parecidos com o de famílias tradicionais, oligárquicas e ditas DIREITA.
 
Seria muito prudente que o líder maior Ângelo Ferreira reassumisse o posto que o povo sempre lhe conferiu, que foi herdado de seus antecessores Epaminondas e Arlindo. Ainda há uma chance de se diferenciar velhas oligarquias tradicionais de pessoas e mentes progressistas, que olham para o povo de forma carinhosa, que se misturam no melhor dos sentidos. O povo tá de olho, é uma realidade.
 
Até lá, pois.

Allana Oliveira

COMENTÁRIOS

"Vamos ficar de olho na verdadeira identidade..."

Achei realmente importante a releitura de figuras da cidade, mas o fim da materia foi o que me chamou atenção. por exemplo:\"Os que hoje estão no comando da Prefeitura, incluindo parentes próximos à prefeita, começam a desenvolver hábitos bem parecidos com o de famílias tradicionais, oligárquicas e ditas DIREITA\". isso merece uma reflexao sobre quem esta no poder de fato e como as coisas acontecem. qual sera a participaçao da populaçao???
Outra coisa: \"Seria muito prudente que o líder maior Ângelo Ferreira reassumisse o posto que o povo sempre lhe conferiu, que foi herdado de seus antecessores Epaminondas e Arlindo\"...
Tb é fato. mas lider maior?? se ele é o unico lider!! seriamente pergunto de onde nasceu a liderança da prefeita? nao falo do trabalho realizado por ela, mas de LIDERANÇA! falta espirito na coisa e isso nao se conquista sem talento!!! talvez a cupula da prefeita teja buscando trabalho serio, mas devemos concordar q existe contradiçoes  e picuinhas q sao consequencia de algo sem liderança e defazado por falta da mesma!

Daniel Bras: danielbrasouza@hotmail.com

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POSSIBILIDADES E MOTIVOS DA CANDIDATUDA GUGA LINS A DEPUTADO ESTADUAL EM 2010

Não duvidem da capacidade do candidato a deputado estadual Guga Lins obter votação superior a 15 mil votos. Articulando-se com a oposição de Sertânia, ele poderá sair da velha gleba com cerca de 7500 votos. Com os pingados, alguns vereadores e lideranças políticas de outros municípios, a votação será de, no mínimo, 14 mil votos. Sabe-se que a partir de 20 mil votos há chances reais de eleição no pequeno PTC, entretanto existem algumas “barreiras naturais” para o jovem Guga: O PTC fará apenas dois, talvez três deputados, num cenário mais generoso; Uma das vagas é de Eriberto Medeiros, presidente da agremiação; Este partido contou com uma peça publicitária sedutora para muitos políticos de maior e menor expressão; existem alguns ex-prefeitos, ex-vereadores e até ex-deputados disputando a 2ª vaga; Empresários de grande envergadura na Região Metropolitana do Recife também estão no páreo; Por fim, o alinhamento político do PTC é, no mínimo, bastante confuso em nossa cidade. Qual será o palanque de Guga, visto que o PTC faz parte da base governista na Assembléia?

Partindo para um cenário mais localizado, a candidatura Guga Lins poderá fazer com que a oposição, marchando unida em 2010, crie um fato inédito em Sertânia: o fim do leilão eleitoral que era promovido pelas suas principais lideranças. Lembremos de 2006, quando Sinval ficou com Claudiano Martins, o PT com Jurandir Liberal, os Lins com Fernando Lupa, e outros líderes menores pulverizaram seus votos entre outros postulantes. Resultado: Sai Ângelo, mais uma vez, como o maior vitorioso daquela eleição. Mas, queridos leitores, se o cenário que se desenha entre os “amarelos” realmente vingar, a oposição sai bastante fortalecida e com credibilidade diante do eleitorado sertaniense, e os Lins voltam ao olho do furacão, numa perspectiva de eleição municipal, atrapalhando os planos do emergente Orestes Neves.

Vamos aguardar as articulações vindouras. A próxima eleição será um duelo jamais visto na história política de Sertânia. A Praça da Bandeira, QG da oposição mais extremista, já dá sinais de que a batalha será base tudo ou nada. A sede da oposição é de camelo, afinal de contas, já são 14 anos fora do poder, sem contar que desde 1959 os “vermelhos” só perderam três eleições em Sertânia, 1982, 1988 e 1992, com os Lins fora do mando de campo desde a primeira metade do século passado. Com essa disputa quem ganha é a população sertaniense, que poderá contar com dois grupos dispostos a trabalhar mais pela cidade, já que a briga poderá começar a ficar de igual pra igual, sem hegemonias, num cenário talvez não muito distante.

COMENTÁRIOS

Gato por lebre

Está de parabéns a tribuna do moxotó com esta \"coluna\". São informções consistentes, bem redigidas que os leitores devem cada vez mais explorar.

Marcos Paulo: marcos_paulo124@hotmail.com

GATO POR LEBRE

Muito boa materia que fala da dispuita em sertania. Ms acho que 7500 é muita coisa pra Guga em Sertania. Penso que ele tem uns 5 mil apenas. e no total só terá cerca de 8 mil votos. Mas é claro que ele se fortalece para 2012.

Lucas Evangelista: llevangelista@ig.com.br

Eleição de Guga Lins

É um bom nome, gente boa, mas, infelizmente eu não sei onde ele vai arrumar 7500 votos em Sertania, a não ser que arrume emprestado em Monteiro com os amarelos de lá, porque, esses da praça da bandeira, nem tem votos nem respaldo para conquista-los, eu não vejo as verdadeiras lideranças da oposição de Sertania nessa praça, vejo sim, alguns cidadãos que não tem nenhuma expressão na politica de Sertania e acho que com o apoio desses ele não chega lá infelizmente

marcelo:marcelopatriota@bol.com.br

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O TRIBUNA DO MOXOTÓ SAIU NA FRENTE EM RELAÇÃO AO DESENROLAR DOS FATOS QUE ENVOLVEM O ASSASSINATO DO ESTUDANTE ALCIDES LINS

O TRIBUNA DO MOXOTÓ saiu na frente em relação ao desenrolar dos fatos que envolvem o assassinato do estudante Alcides Lins. Noticiamos na quinta-feira antes do carnaval que haviam irregularidades no benefício (regime semi-aberto) concedido pelo juiz titular da 1ª Vara das Execuções Penais, pai de sócio do escritório de advocacia contratado pelo detento JOÃO GUILHERME, co-autor do crime. E digo mais: ainda tem muita poeira debaixo desse tapete!
 
Veja abaixo denúncia do Deputado Pedro Eurico (PSDB)

Allana Oliveira Salazar 

Deputado denuncia juiz do caso Alcides na Corregedoria da Justiça
 
O deputado estadual Pedro Eurico (PSDB) entregou nesta terça-feira (23) uma denúncia formal na Corregedoria da Justiça contra o juiz titular da 1ª Vara das Execuções Penais, Adeildo Nunes, por possíveis irregularidades no caso da morte de Alcides do Nascimento Lins.

De acordo com a denúncia, o juiz não poderia ter deixado um dos suspeitos do crime, João Guilherme, em regime de semi-aberto. Adeildo se defendeu dessa acusação anteriormente, dizendo que não tinha dado nenhuma permissão para a saída do presidiário. Quem deverá julgar a questão é o Tribunal de Justiça.

Por telefone, Adeildo Nunes disse que ficou sabendo através da imprensa, que o deputado Pedro Eurico entrou com a ação contra ele junto à Corregedoria Geral de Justiça. O juiz afirmou estar surpreso com a decisão do deputado e o que lhe resta é aguarda o pronunciamento do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Adeíldo Nunes está a trabalho em Brasília e retorna a Pernambuco na noite desta terça-feira (23).

Antes, o deputado Pedro Eurico foi à tribuna da Assembleia Legislativa denunciar o que ele chamou de um erro da Justiça: a concessão do regime semi-aberto para João Guilherme Nunes da Costa. Ele é um dos acusados pelo assassinato do estudante de biomedicina Alcides do Nascimento Lins.

O pronunciamento do deputado durou cerca de meia hora. Ele disse que a Justiça não poderia ter concedido a permissão para que João Guilherme Nunes da Costa, de 28 anos, recebesse o benefício de passar do regime fechado na Penitenciária Barreto Campelo para o regime semi-aberto na Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá.

O acusado, conhecido como Guigo, cumpria pena por homicídio, formação de quadrilha e roubo e fugiu da penitenciária em Itamaracá 11 dias depois de ser beneficiado com a mudança de regime. Após o pronunciamento, o deputado seguiu para a Corregedoria Geral de Justiça, no Fórum Tomaz de Aquino, no Centro do Recife. Ele entrou com uma solicitação para que fosse feita uma investigação rigorosa nos casos em que presos que cumpriram pena em regime fechado e passaram para o regime semi-aberto.

“O juiz Adeíldo Nunes, que é o titular da vara que infeliz concedeu a progressão, e estou convencido ao juntar documentos, concedeu irregularmente, de forma apressada essa progressão. Se não existia prazo e ela não fosse concedida, ele não teria fugido e consequentemente matado o Alcides. Existia um parecer contrário do Ministério Público e de duas psicólogas que entendia que o preso não tinha condições psicossociais para ter direito a progressão da pena”, disse o deputado.

O desembargador Bartolomeu Bueno disse que ainda esta semana vai dar início ao levantamento sobre os critérios para a concessão de progressão de pena no sistema carcerário de Pernambuco. “Na pratica será baixada uma portaria para o examinar processo a processo para saber quais os critérios adotados e se a lei foi rigorosamente aplicada.”

O juiz titular da 1ª Vara das Execuções Penais, Adeildo Nunes, se defendeu das acusações apresentadas pelo deputado. “Todos os prazos na vara são elaborado pelo computador e não há possibilidade de engano, mas tenho certeza que o deputado esta enganado. Basta a ver o processo no computador que está lá para qualquer pessoa.”

O CASO


O diretor da Penitenciária Agroindustrial São José, Eriston Carline, já foi afastado do cargo por ter tentando forjar um ofício comunicando a fuga do detento. Neste caso, a denúncia também foi feita pelo deputado Pedro Eurico.

Alcides do Nascimento Lins foi assassinado no dia 6 de fevereiro, com dois tiros em frente à sua casa, na Vila Santa Luzia, na Torre, Recife. Ele ficou conhecido por ter sido aprovado, em 2007, em primeiro lugar da rede pública no vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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BOMBA SOBRE O CASO DO ESTUDANTE DE BIOMEDICINA

Caro Esequias, segue BOMBA, em primeiríssima mão, sobre caso do estudante de BIOMEDICINA assassinado em Recife. Um dos assassinos, João Guilherme, que segundo a Polícia não foi o autor dos disparos, era foragido da PAI, em Itamaracá, conforme insiste em publicar a imprensa. Pois bem, caro Esequias, a informação de que o João Guilherme era presidiário é extremamente procedente, mas o que os órgãos oficiais ainda não divulgaram, e nem sei se vão, é que o co-autor do crime estava em REGIME SEMI-ABERTO.
Até aí nada de anormal, pois sabemos que este procedimento faz parte da ressocialização de criminosos que tem um comportamento evolutivo e está previsto na LEI. Mas esse não era o caso do João Batista, que era tido como perigoso e não apresentava sinais de melhora no comportamento.
Contudo, o detento tinha advogados bem articulados trabalhando em seu caso, inclusive um dos sócios do escritório contratado pelo preso era filho de um Juiz, ainda de nome não revelado, que deu o parecer favorável ao REGIME SEMI-ABERTO do agora FORAGIDO João Guilherme. O mais interessante dessa história, e não é redundância, é que o favorecido pelo parecer do JUIZ, pai de um dos sócios do escritório de advocacia "contratado pelo preso", não reunia condições para obter tal "promoção" penitenciária.
O que se comenta é que o Governador Eduardo Campos está botando fogo pelas ventas com este absurdo, disse que vai exigir uma explicação do JUDICIÁRIO, pois além da comoção causada pelo fato da vítima ter uma bela história de perseverança, a mídia nacional tomou conta do caso e a oposição começa a questionar, mais uma vez, a eficiência do PACTO PELA VIDA, se aproveitando eleitoreiramente da grande exposição do crime.
 

Allana Oliveira Salazar

Já que estamos em clima carnavalesco nada melhor do que levar a nossos leitores um texto suave de Mário de Andrade.

O valioso tempo dos maduros
(Mário de Andrade)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade... Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

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