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CONCURSO JUSTIÇA MANTÉM CONCURSO DA POLÍCIA MILITARO juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do Recife, Wagner Ramalho Procópio, negou o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para anular o concurso da Polícia Militar. Na decisão, publicada no início da noite desta terça-feira (9) no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o magistrado alega que o fato de vários candidatos terem entrado para fazer a prova de conhecimentos portando celular – o que ia de encontro ao edital – não é suficiente para suspensão do certame. ISSO É UMA ZONA Em qualquer país sério passar em um concurso é ter garantido seu emprego ou mesmo fazer um concurso é saber que está sendo mesmo avaliado em seus conhecimento e que passe realmente aquele que mais se preparou, mas no Brasil não é isso que acontece, há pessoas que vivem e fazem disso uma indústria, vivem da vulnerabilidade desses concursos, vivem da corrupção dos que deles fazem parte, vivem da desorganização das instituições responsáveis pela elaboração desses concursos. É um absurso, a população tem assistido, toda vez que tem um concurso, no outro dia, tem manchete nos jornais sobre as "safadezas" deles. Agora assistimos o ministério público de Pernambuco solicitar a suspensão do concurso da PM. Vamos a matéria: "Judiciário deverá citar o Governo do Estado, que terá três dias para justificar-se" Depois de várias incertezas, denúncias e prisões, o destino do polêmico concurso público para soldado de Polícia Militar, realizado em novembro do ano passado, parece seguir para um desfecho. Isso porque na tarde de ontem, o promotor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Eduardo Cajueiro, ingressou uma ação civil pública no Tribunal de Justiça, pedindo a suspensão do concurso até que seja realizada uma nova prova objetiva do certame. O pedido foi de tutela antecipada. O Judiciário deverá citar o Governo do Estado no processo, que terá três dias para justificar-se. Para o exame, 103.015 pessoas se candidataram a uma das 2.100 vagas oferecidas. O salário é de R$ 1,2 mil. CAJUEIRO: “Ficou comprovado que candidatos entraram nos locais de provas portando celulares e outros aparelhos”
A decisão de “comprar a briga” partiu de denúncias de candidatos que se sentiram lesados após a aplicação do exame em decorrência das fraudes e prisões. Na prática, o pedido de anulação do MPPE faz com que todas as etapas seguintes da seleção sejam invalidadas até que uma nova prova seja aplicada. “Dias após a realização da prova, o MPPE publicou uma recomendação no Diário Oficial, indicando a suspensão, mas o Estado não acatou, dando continuidade a selação”, afirmou Eduardo Cajueiro. Atualmente, o certame encontra-se na etapa de exames psicotécnicos. PROCESSO No dia do exame, realizado em 22 de novembro do ano passado, dez candidatos foram presos. Um deles foi o estudante Amauri Dias Amorim, 25, que fugiu com a prova na mão. Ele foi detido por agentes da Delegacia de Petrolina. Dos quatros inquéritos policiais abertos na época, dois ainda não foram concluídos. Consultadas pela reportagem, as secretarias de Administração (SAD) e Defesa Social informaram que não foram acionadas formalmente pelo MPPE e pela Justiça e não pronunciarão sobre o caso até que sejam notificadas pelo poder Judiciário. Até lá, o processo de seleção do concurso público continua.
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